Entrando nos últimos dias de aprendizagem, na tarde dessa segunda-feira (22), as 30 mulheres alunas do curso de Costureira Industrial, promovido pelo SENAI em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e com a SEMCASPI, fizeram uma visita técnica à fábrica da La Vertu, uma empresa teresinense, do ramo do vestuário, cuja sede está localizada no bairro Lourival Parente, zona Sul da cidade. O curso, que tem a duração de três meses, reuniu aulas teóricas e práticas, além de possibilitar o acesso dessas mulheres ao mercado de trabalho.

Como política de garantia de autonomia e desenvolvimento socioeconômico, observando ainda a demanda por esse curso na região do Dirceu, a SMPM articulou com a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI) o local para que as aulas fossem oferecidas: o CRAS Dirceu Arcoverde. Em pouco tempo as vagas foram preenchidas, tendo em vista a forte demanda da região.

“Oferecer às mulheres, sobretudo, as que, pelas condições socioeconômicas, não têm acesso a um curso profissionalizante, uma oportunidade de conquistar seu espaço, sua autonomia e independência financeira, é uma das nossas principais políticas, enquanto SMPM. Por isso a importância desse curso, da parceria com o SENAI e a SEMCASPI. Inclusive, o número de mulheres foi muito além das vagas que ofertamos e agora estamos vendo a possibilidade de ofertar o curso novamente, para outras mulheres”, pontuou Macilane Gomes, secretária da Mulher.

O curso de Costureira Industrial prepara profissionais para operar máquinas de costura industrial, costurando peças de vestuário sob tabela de medidas, trabalhando sob supervisão técnica e de acordo com normas de qualidade, produtividade, segurança, saúde e preservação ambiental. “Essa turma foi bastante especial, com mulheres interessadas em aprender e conseguir sua tão sonhada profissão e independência. Algumas nunca haviam pego numa máquina de costura e em pouco tempo chegaram a fazer calça jeans, camisa social, entre outras peças. É uma recompensa muito grande poder passar esse ensinamento e vê-las já preparadas para o mercado”, disse a instrutora do curso, a professora Keila Bastos.

Encantadas com a fábrica, as máquinas, as peças sendo pensadas, planejadas e produzidas, as alunas ficaram radiantes durante a visita à fábrica da La Vertu, que é uma das marcas mais queridas pelas mulheres da capital, especializada em jeans e moda casual. “Já havia trabalhado na área, mas poder fazer o curso, foi incrível. Aprendi bastante e me animei ainda mais pra poder ganhar o mercado. A oportunidade desse curso, gratuito, perto de casa, no CRAS, foi muito importante pra mim”, disse Josileide Braga, uma das alunas do curso.

Para Maria da Conceição Sena também foi importante a oportunidade de fazer o curso. “Indo ao CRAS para outros serviços acabei descobrindo que esse curso estava sendo ofertado. Não perdi tempo e corri para fazer minha inscrição. Meu sonho eu já realizei: fazer uma camisa social para o meu pai”, contou, enquanto se emocionava com a produção de peças na fábrica da La Vertu.

Com carga horária de 240 horas, o curso foi ofertado nos turnos manhã e tarde, sendo 15 alunas em cada turno. As aulas foram ofertadas no próprio CRAS Dirceu Arcoverde, tendo início no dia 23 de outubro do ano passado, chegando ao fim na próxima segunda, dia 29. “Agora elas têm total liberdade para ganhar o mercado de trabalho ou, quem sabe, terem seu próprio negócio”, disse a professora Keila Bastos.

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