Prefeitura de Teresina criará cartilha de combate ao assédio moral e sexual

Integrantes da Câmara de Gestão e Monitoramento de Políticas para Mulheres, composta por representantes dos órgãos da Prefeitura de Teresina, se reuniram, hoje (13), para discutir sobre a criação de uma cartilha de combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.

Nara Porto, gerente de Controle de Gestão da Secretaria Municipal de Administração (Sema) e integrante da Câmara, destaca que o material informativo será distribuído entre os servidores públicos municipais e tem como público alvo homens e mulheres.

“Se a ação educativa envolver somente a mulheres, nós estaremos orientando sobre as maneiras como elas podem identificar o assédio, mas deixaremos de fora os assediadores. Por isso, é importante também reeducar os homens”, explica Nara.

Inicialmente inspirada em um modelo do Senado Federal, a cartilha está em processo de elaboração e adaptação à realidade local. Além disso, a Câmara discute como será a feita a apresentação do material informativo em todos os setores da Prefeitura. Para isso, no próximo dia 27 de junho haverá uma nova reunião para apresentação de ideias a serem incluídas na cartilha.

“Hoje nós conhecemos o modelo da cartilha do Senado, que possui 25 páginas com textos e ilustrações sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, mas, para adequá-la a Teresina, nós vamos estudar o que pode ser mudado. Na próxima reunião, traremos as propostas de mudanças e vamos decidir como será feita a apresentação do documento para o servidores, se será através de oficina ou palestra”, acrescenta Nara.

A Câmara de Gestão e Monitoramento de Políticas para Mulheres é composta por dois representantes de cada órgão da Prefeitura, um titular e um suplente. Desde o dia 8 de Março deste ano – Dia Internacional da Mulher, data em que houve a nomeação dos representantes da Câmara, as reuniões acontecem mensalmente para elaboração e discussão das ações a serem realizadas.

Na reunião de hoje participaram duas representantes da Procuradoria Geral Do Município (PGM), Yaina Zanny e Júlia Maria; a representante da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Lísian Priscilla; a representante da Secretaria Municipal de Governo (Semgov), Gabriela Freitas; e as duas representantes da Sema, Nara Porto e Karina Araújo.

SMPM debate políticas públicas para trabalhadoras do sexo

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas (SMPM) participou da mesa redonda “Protagonismo das trabalhadoras do sexo: políticas públicas”, no I Seminário Nacional de Prostitutas do Piauí, realizado na terça-feira (12). Na oportunidade, a gerente de enfrentamento à violência da SMPM, Lidiane Oliveira, destacou a importância de adequar as ações voltadas às prostitutas levando em consideração as peculiaridades de seu trabalho.

“Trabalhar com políticas públicas é trabalhar com sujeitos diversos, respeitar os horários, conhecer a realidade delas e assim construir uma política efetiva no município e garantir os direitos de todos e todas. Assim, podemos construir um diálogo cada vez mais aberto”, relatou.

O Seminário é um evento realizado pela Associação das Prostitutas do Piauí (Aprospi) e busca levar temas como conjuntura política, trabalho sexual, legislação e direitos, prevenção de DST, saúde integral da mulher, violência e direitos humanos.

Secretaria da Mulher apoia I Seminário Nacional de Prostitutas

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) é uma das instituições parceiras do I Seminário Nacional de Prostitutas, que está sendo realizado em Teresina, de 11 a 13 de junho, no Hotel Cabana, promovido pela Associação das Prostitutas do Piauí (Aprospi).

Com o tema “Respeito é bom, eu gosto e custa pouco”, o Seminário contará com oficinas, mesas redondas e palestras que abordarão assuntos como saúde, prevenção de DST/Aids, direitos e políticas públicas.

Segundo Macilane Gomes, secretária da Mulher, as trabalhadoras do sexo sofrem violência, inclusive pelo estigma da profissão e das condições socioeconômicas que fizeram com que elas escolhessem esse caminho. “A Prefeitura, por meio da SMPM, está apoiando a atividade, escutando as principais demandas e criando uma agenda institucional, garantindo o respeito e a dignidade humana dessas mulheres”, relata.

Centro de Referência realiza oficina de feltros com mulheres em situação de violência

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) iniciou nesta segunda-feira (11), uma oficina de feltro com as usuárias do Centro. O curso se estende até a sexta-feira e é realizado em parceria com a Fundação Wall Ferraz.

A intenção com a oficina é possibilitar geração de renda e entretenimento, como afirma Roberta Mara, coordenadora do Centro. “Elas vão poder comercializar os feltros e isso propicia a inclusão produtiva. Como também insere tanto a família como a mulher em uma atividade reflexiva e terapêutica, porque elas estão juntas conversando, dialogando, aprendendo uma com a outra”, explicou.

O CREG, administrado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e Ação Social Arquidiocesana (ASA), oferece assistência psicológica jurídica e social à mulheres em situação de violência em Teresina.

M.S., 40 anos, está frequentando o CREG há apenas um mês e já está mergulhada na oficina. “Eu estou desempregada, deprimida, e no curso vamos aprender coisas novas para ganhar um dinheiro extra para nossas casas, além de animar, ficamos amigas das outras”, afirmou.

Secretaria Municipal da Mulher faz campanha contra a violência durante Caminhada da Fraternidade

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participou, na manhã deste domingo (10), da 23ª Caminhada da Fraternidade. Com o tema “Diferenças nós respeitamos”. Com cartazes e conversas com participantes, integrantes da SMPM destacaram a importância do respeito e do enfrentamento à violência contra as  mulheres.

Durante todo o percurso, que foi da Igreja São Benedito até a ponte Estaiada, a  SMPM desenvolveu ações de apoio com base no tema da caminhada, contra o preconceito e pregando a tolerância e respeito, fundamental para a convivência em sociedade e o fim da violência.

“O respeito é fundamental para o enfrentamento à violência. Mulheres negras, brancas, católicas, evangélicas, de religiões africanas, lésbicas, trans, da zona rural, urbanas, todas devem ser valorizadas em suas diferenças”, afirmou a Secretária a da Mulher, Macilane Gomes.

Câmara Técnica trata políticas de gênero no município de Teresina

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou, na manhã de hoje (07), mais uma reunião da Câmara Técnica de Direitos da Mulher, que tem a função de articular e monitorar ações relacionadas às políticas públicas para as mulheres em Teresina e refletir sobre políticas de gênero dentro da administração pública municipal.

A Câmara Técnica é formada por representantes do executivo e técnicos de todas as secretarias da Prefeitura de Teresina e a intenção é incluir a perspectiva de gênero nos atendimentos de todo o serviço público municipal.

O principal documento que norteia o grupo é o Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, que foi apresentado aos presentes na reunião, como explicou a gerente de Articulação e Transversalidade da SMPM, Lisian Oliveira. “Hoje, nosso principal objetivo foi realizar a apresentação do Plano e organizar a metodologia de monitoramento das ações desse plano em conjunto com as secretarias”, disse.

Treinamento melhora ferramentas de combate à violência contra a mulher em Teresina

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) está realizando o treinamento “Agora! Pelo fim da violência contra as mulheres” para melhorar as ferramentas de combate a violência contra a mulher em Teresina, em uma parceria com o Banco Mundial e com a Universidade de Oxford. Diversas instituições foram convidadas para aprender a nova metodologia.

O treinamento tem o objetivo de promover a reflexão sobre as normas sociais que permitem que a violência contra as mulheres ocorra e fomentar o ativismo por uma sociedade de paz e respeito. A capacitação é feita com multiplicadores que, em seus órgãos ou comunidades, podem utilizar jogos, dramatizações e dinâmicas da vida real para discutir o poder e a desigualdade entre homens e mulheres, que tem a violência como consequência.

Para a consultora em Gênero e Prevenção à Violência Contra Mulher, Nara Meneses, da Ideário Consultoria, parceira da Universidade de Oxford, a grande vantagem é que o material utilizado é descomplicado. “A abordagem, em sua essência, pode ser feita com papel ofício e caneta. Não tem requinte, não precisa de grandes métodos para ser utilizada, é simplificada ao extremo para que qualquer pessoa que queira fazer um trabalho em sua comunidade sobre a questão da violência contra a mulher possa fazer”, declarou.
Segundo Lidiane Oliveira, gerente de enfrentamento à violência contra a mulher da SMPM, a capacitação tem extrema relevância no atual contexto de violência em que as mulheres estão inseridas, especialmente com tantos casos de feminicídio na capital. “Estamos nos capacitando e criando novas estratégias de abordagem junto à comunidade na construção de uma rede humanitária na prevenção à violência doméstica e familiar”, explicou.
A SMPM já vem desenvolvendo ações específicas para garantir condições dignas de vida a mulheres vítimas de violência. A exemplo disso são o projeto Amor de Tia, que tem como principal foco de trabalho o amparo às mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade e seus filhos, proporcionando educação para eles e capacitação e acolhimento para elas.

As mulheres de Teresina também contam com o atendimento multisetorial do Centro de Referência Esperança Garcia, com psicóloga, assistente social e assessora jurídica que atendem e acompanham a mulher até ela estar preparada para voltar a seguir sua caminhada sozinha. As mulheres também fazem cursos profissionalizantes e participam de eventos para levantar a autoestima, como corte de cabelo, piqueniques, sessões de cinema.

Amor de Tia comemora mês das mães com festa e sorteio de brindes

O Serviço de Atendimento Integral à Mulher e suas crianças: Amor de Tia, que funciona no bairro Matadouro, zona Norte de Teresina, comemorou o mês das mães com uma grande festa. As usuárias do projeto tiveram um jantar, enquanto apreciavam a voz da cantora Liana Oliveira e um espetáculo apresentado pelo corpo de balé do Teatro do Boi.

As crianças fizeram várias homenagens às mães, que também participaram de sorteios de vários brindes.

Lidiane Oliveira, gerente de enfrentamento à violência da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), lembrou que o serviço está se expandido para outras zonas da cidade. “Vamos inaugurar uma nova unidade na zona Sudeste, no Alto da Ressurreição, e posteriormente nas outras zonas. Ser mãe é um exercício diário. Com o Amor de Tia nós conseguimos construir uma nova mulher todos os dias, mais empoderada e mais consciente dos seus direitos”, concluiu.

SMPM leva a campanha Laço Branco ao encerramento do projeto Reeducar

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) participou do encerramento da segunda turma do projeto Reeducar – O Homem no Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – que tem como objetivo educar e sensibilizar homens envolvidos em processos pela Lei Maria da Penha.

O encerramento foi realizado com a Campanha Laço Branco, cujo objetivo é mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. A iniciativa é realizada pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID) em parceria com a SMPM.

Segundo a secretária executiva da SMPM, Maria Helena Santos, participar do grupo é uma forma de educação, transformação e mudança de comportamento. “A SMPM apoiou em todos os encontros. Levamos a Campanha do Laço Branco, explicamos seu significado, levamos conceitos. Foi um momento de muita reflexão em que esses homens puderam conversar sobre questão de gênero, machismo, feminismo, empoderamento e falar de forma mais tranquila sobre suas dores e seus sentimentos e que entendem”, explica.

O Reeducar é uma alternativa ao modo punitivo que recebem os homens geradores da violência doméstica, porque oportuniza a eles refletirem suas condutas, ao tempo em que são responsabilizados pelos seus atos. A partir de uma visão que preza por restituir por meio do conhecimento e reflexão, o projeto faz frente ao sistema prisional comum, que apresenta mais de 70% de reincidência, e obtém sucesso ao zerar os casos de repetição desse tipo de violência com relação aos homens incluídos no projeto.

Por meio do desenvolvimento de nove módulos, com aulas e palestras feitas por uma equipe de profissionais, ministradas por psicólogas e assistentes sociais, a iniciativa aborda temáticas que envolvem mudanças de comportamento, saúde do homem, sexualidade, afetividade conjugal, comunicação assertiva, etc. Todo o conteúdo é concentrado em desconstruir a cultura machista que o levou a cometer tais atos de violência. A segunda edição contou com a presença de quatorze participantes, ampliada em relação primeira edição com apenas nove.

De acordo com a promotora de Justiça Amparo Paz, o projeto é também uma prevenção. “Esses homens saem daqui como multiplicadores, efeito atingido junto com a Campanha do Laço Branco. Em relação aos homens que permanecem nos relacionamentos, suas parceiras nos narram que o comportamento mudou bastante para melhor, e mesmo que parta para um futuro relacionamento, esse consegue ser livre de violência. À medida que se trabalha a conduta desses homens, é notório o reflexo na família, nas relações deles, consequentemente na construção de uma sociedade mais saudável, o que acaba sendo um ganho pra todo mundo”, afirma. O acompanhamento com as vítimas acontece em nível de conhecimento acerca da continuidade ou não das práticas de violência, caso for necessário serão tomadas as providências cabíveis.

Para W.L., um dos reeducados, o principal aprendizado extraído dos nove encontros, foi o respeito. “Acabou sendo uma experiência muito importante para mim, aquele comportamento agressivo que eu tinha mudou, aqui eu aprendi muita coisa, comecei a evitar muitos problemas, amadureci e estou conseguindo me redimir por aquilo que eu fiz. Sem esse projeto eu não teria mudado muitos conceitos que eu tinha”, reflete.

Especialista em gênero faz diagnóstico da violência contra a mulher em Teresina

A socióloga, pós-doutora em Gênero pela Unicamp, Wânia Pasinato, está prestando à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher (SMPM) uma consultoria financiada pelo Banco Mundial. Em Teresina, a socióloga tem apresentado um diagnóstico da violência e avaliado os serviços da SMPM.

Pasinato fez uma análise de todos os projetos da SMPM e da rede de atendimento à mulher. A intenção é que um olhar externo e extremamente especializado leve excelência às políticas públicas para a mulher de Teresina.

“O objetivo é avaliar e poder contribuir com os projetos que estão em desenvolvimento dentro da Secretaria, utilizando para isso os resultados do diagnóstico. Pretendemos incorporar a perspectiva de gênero em todos os programas desenvolvidos e a intersertorialidade”, explicou a especialista.