O projeto já alcançou mais de 54 mil alunos, em 135 escolas da cidade.

Iniciado em 2014, o projeto Lei Maria da Penha em Cordel nas Escolas já atingiu mais de 54 mil alunos, em 135 escolas da rede pública municipal (dados registrados até o final de 2016. O levantamento de 2017 ainda será feito). Neste ano, o projeto teve início em agosto e retornou na manhã desta segunda-feira (25), começando pela Escola Municipal Manoel Paulo Nunes, no residencial Vale Quem Tem. As atividades seguirão até a quinta-feira (28).

A Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), percorre escolas municipais desde 2014, já tendo sensibilizado milhares de alunos e alunas da rede pública sobre a Lei Maria da Penha, que, no dia 07 de agosto, completou 11 anos de atuação.

“Este projeto tem suma importância, uma vez que contribui com o aprendizado das crianças e oportuniza a disseminação da Lei Maria da Penha. As crianças e os adolescentes estão em fase importante de construção de personalidade e é crucial que, de maneira criativa, lúdica, eles tenham acesso a essas informações, contribuindo com o enfrentamento à violência contra a mulher”, pontuou Macilane Gomes, secretária da Mulher.

De maneira lúdico-pedagógica, as crianças têm acesso às medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A apresentação fica por conta do artista cearense, cordelista e arte educador, Tião Simpatia, conhecido em todo o Brasil como o autor da versão em cordel da Lei Maria da Penha. Seu trabalho, inclusive, vem sendo apresentado em todo o país e já foi traduzido para o inglês e o espanhol, tendo sido reconhecido pela ONU como obra de grande relevância sociocultural.

Nesta semana serão quatro apresentações diárias, sendo duas escolas por dia, com apresentações distribuídas nos dois turnos (manhã e tarde), envolvendo, dessa vez, a zona Leste da capital (em agosto foram escolas da zona Sudeste).

Cada apresentação dura, em média, 20 a 30 minutos, realizada em dois momentos de rotina da escola: uma no início das aulas, como atividade de acolhimento, e outra no intervalo dos alunos, como atividade interativa. Todos os participantes recebem o cordel da Lei Maria da Penha.