Na manhã desta terça-feira (25), a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) recebeu o projeto “Escola de Liderança” da Plan International, que visa dentre várias questões, o empoderamento de jovens entre 15 e 19 anos moradoras da zona rural, por meio do desenvolvimento de habilidades de liderança e de conhecimentos sobre direitos.

A “Escola de liderança” está na segunda turma, atualmente com 20 meninas. Hoje elas vieram conhecer a SMPM e o trabalho de mulheres gestoras. A deputada Lucy Soares e a secretária municipal Macilane Gomes conversaram com as meninas. “Hoje eu consigo perceber quem é a mulher que sou hoje. Em 2013, eu fui convidada a compor uma equipe para construir a política para a mulher, hoje estou aqui como secretária, uma mulher, negra, em um cargo de gestão. Vocês podem conseguir o que vocês quiserem, chegar onde sonharam”, relatou Macilane.

A estudante Auricelia Oliveira, de 16 anos, está participando do projeto. Ela diz estar bastante animada em participar de algo que a estimule a ser uma mulher mais forte. “Eu enxerguei isso como uma oportunidade de ter a minha voz dentro de um lugar, saber me posicionar enquanto mulher, porque, como sabemos, a mulher ainda não tem tanta oportunidade de fala. E o projeto está sendo muito mais do que eu esperava que fosse. Depois que acabar essa primeira etapa, eu pretendo levar isso para outras pessoas, compartilhar minha experiência, para talvez elas participarem do projeto e entenderem o posicionamento delas na sociedade”, afirmou.

Aline Xavier coordena o projeto. Segundo ela, visitar a SMPM faz parte da formação das meninas, dentro do projeto. “Elas visitam outros espaços do sistema de garantia de direitos para saberem como as coisas funcionam e a gente também tem esse papel de levar para essas organizações a bandeira de igualdade de gênero. É importante elas conhecerem a SMPM, por já ser uma secretaria que apoia o projeto desde a primeira turma”, disse.

Aline ainda reforça que a atuação do projeto enquanto uma organização é atender as meninas que moram na zona rural da cidade. “O objetivo é atender essas meninas que têm mais vulnerabilidade, mais carência”, finaliza.